simboloA classe dos Corretores de Imóveis conta com um estímulo adicional ao seu desenvolvimento e desempenho. Um símbolo que a identifica e distingue entre as demais.

Essa marca é o Colibri – o beija-flor brasileiro – o símbolo dos Corretores de Imóveis. A escolha resultou de pesquisas encomendadas pelo COFECI a especialistas que indicaram o Colibri – “Glaucis Hirsuta” – para representar a classe por ser o pássaro que mais se asse-melha aos profissionais da intermediação imobiliária na luta pela sobrevivência.

Aprovado por unanimidade dos conselheiros durante a realização da XVII Seção Plenária do COFECI (em Porto Alegre no ano de 1981). O símbolo representa o Corretor de imóveis nos impressos, faixas, logotipos, medalhas e todos os anos no dia 27 de agosto, quando se comemora o Dia Nacional do Corretor de Imóveis, conforme a resolução COFECI nº, 126/81.

 

 

Por que o colibri?

A escolha se justifica. O Corretor como agente intermediário na compra e venda de imóveis assemelha-se ao colibri que é, por excelência, um intermediário entre duas fases de um processo de enri-quecimento da natureza, isto é, a transformação da flor em fruto pela polinização realizada em grande parte pelo pássaro em sua visitação constante à procura do néctar. Neste aspecto também observa-se outra semelhança: ao voar em torno de cada flor, o colibri não invade a corola, nem pousa sobre as pétalas, mantendo-se fora e retirando de cada flor apenas o necessário.

Um outro aspecto interessante do colibri diz respeito à sua resistência devido ao seu grande coração. Metaforicamente podemos dizer que o bom Corretor, o profissional destinado a futuramente incluir-se entre os merecedores da Medalha do Mérito, depende também do seu coração na medida em que realiza seu trabalho com amor, dedicação e senso profissional, da sua resistência, o esforço em aprimorar-se e ao seu trabalho, não importando as dificuldades ou distâncias a percorrer e vencer na busca do seu objetivo.

Como os Corretores de Imóveis os colibris estão presentes em toda parte e vale a pena conhecer mais sobre eles para que se possa apreciar melhor o nosso símbolo. Embora originários da América são encontrados desde as regiões geladas do Alasca até a Terra do Fogo, no extre-mo meridional da América do Sul. Mas a denominação “colibri” foi dada pelos franceses, acabando por generalizar-se por toda a Europa.

Entretanto, diversas são as espécies desse pássaro que no Brasil é chamado beija-flor e já era conhecido pelos índios tupis como guainumbi, guanambi ou mainumbi. Entre os colibris destacam-se o beija-flor abelha (Mellisuga helenae), o menor pássaro do mundo, do tamanho de uma abelha grande e que pesa cerca de duas gramas, sendo encontrado apenas em Cuba. A espécie maior é o beija-flor gigante (Patagona gigas), pouco menor que um pardal e com peso nunca superior a 20 gramas e que tem por habitat o topo dos Andes.

Existem ainda o beija-flor bico-de-foice (Eutoxeres aquila), beija-flor cauda de raquete (Lodigesia mirabi-lis), beija-flor tesoura (Sapho Sparganura), beija-flor de papo vermelho (Archilochus Colubris) e beija-flor de papo amarelo (Crysolampis mosquitus).

Apesar de seu pequeno porte os colibris são capazes de percorrer ininterruptamente grandes distâncias, como é o caso do beija-flor pescoço de rubi, que emigra anualmente dos trópicos para o Canadá, sobrevoando o Golfo do México num percurso de quase 800 quilômetros. Essa extraordinária resistência física deve-se ao coração gigantesco do pássaro, que corresponde a sessenta por cento de seu peso total. Como os músculos das asas dos colibris são muito mais desenvolvidos do que nos demais pássaros, o seu movimento extremamente rápido per-mite paradas no ar, guinadas repentinas e recuas, que provavelmente nenhum outro pássaro faça.

As espécies menores são as mais velozes, chegando a ruflar suas asas duzentas vezes por segundo, provocando um zumbido agudo no ar.

Finalmente, vale lembrar que a sabedoria popular coloca o colibri como indicador de sorte, bom tempo e felicidade, quando diz para indicar situações difíceis que “o céu está mais para urubu do que para colibri”, onde o urubu, imagem de azar, tristeza e tempos ruins, contrapõe-se ao colibri, que representa sorte. alegria e felicidade.