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Renegociação de Contratos

ALUGUEL COMERCIAL RETOMA PATAMAR PRÉ-CRISE
Renegociação de contratos fica mais complicada com elevação dos preços

 

Fonte: Valor Econômico

A elevação do preço dos aluguéis de imóveis novos já reflete na renegociação de contrato dos espaços ocupados. O jogo, que antes estava a favor dos inquilinos, agora pende para o lado do dono do imóvel. Pela lei do inquilinato, os contratos devem ser revistos a cada três anos. “Está muito mais difícil negociar e a preocupação dos inquilinos é grande”, afirma o advogado imobiliário Olivar Lorena Vitale Júnior.

Segundo o Valor apurou, os contratos que expiram agora exigem mais jogo de cintura do locatário. “Os preços pedidos são muito altos, não há como aceitar o valor pedido”, diz o executivo de uma empresa instalada na Faria Lima. “É preciso fazer uma pesquisa real de preço dos espaços disponíveis antes de começar a negociação”, completa. A empresa pagava R$ 100 o metro quadrado, o dono do imóvel pediu R$ 140 e o contrato foi fechado perto de R$ 120.

Os proprietários de espaços nobres sabem que, para as empresas, o custo de instalação e de uma mudança é bastante elevado e não compensa a não ser que haja previsão de expansão da companhia. Mas, ainda assim, as empresas não estão dispostas a pagar qualquer preço pelo espaço que ocupam. “Tem gente pedindo para vermos o que há disponível no mercado, caso não consigam renegociar seu contrato”, diz Lilian Feng, executiva da área de pesquisa da Jones Lang LaSalle.

Os preços dos aluguéis comerciais não recuaram durante a crise por um único motivo: não entrou novo estoque no mercado e, com isso, houve equilíbrio entre a oferta e a demanda. “As empresas até tentaram diminuir o valor de locação, mas os preços se mantiveram estáveis”, diz Lilian Feng. “A baixa oferta segurou o mercado durante a crise.” Quando o mercado voltou a melhorar, passou a ser praxe renegociar abaixo do Índice Geral de Preços -Mercado (IGP-M). Agora, os reajustes estão ultrapassando o índice. O IGP-M acumulado desde janeiro é de 5,68%.

Em alguns contratos, os termos da renegociação e da resolução de possíveis impasses está, de certa forma, prevista. Há até quem tenha eleito câmara de arbitragem em caso de desentendimento.

 
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