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EM 57 ANOS DE LUTAS, A CNPL ACUMULA VITÓRIAS PARA OS PROFISSIONAIS LIBERAIS. A CONFEDERAÇÃO INVESTE SUA FORÇA POLÍTICA NA INTEGRAÇÃO DAS 48 CATEGORIAS QUE REPRESENTA E NA CRIAÇÃO DE CENÁRIOS FAVORÁVEIS PARA PAVIMENTAR NOVAS CONQUISTAS NO BRASIL E NO MUNDO.

Fundada em fevereiro de 1953, a Confederação Nacional das Profissões Liberais conta com 27 federações associadas (veja na página 29) e 500 sindicatos. Ao todo, a instituição representa aproximadamente 10 milhões de trabalhadores que atuam com liberdade e autonomia, colocando em prática seus conhecimentos adqui¬ridos em cursos técnicos ou de formação superior. Trata-se de um univer¬so diversificado, formado por aproximadamente 50 categorias.

"Onde mais médicos se reúnem para discutir interesses comuns com engenheiros?" exemplifica Eduardo Bimbi, vice-presidente da CNPL O papel da Confederação, avisa, é justamente propiciara articulação entre todos os profissionais liberais sindicalizados, além de colocar suas deman¬das em fóruns internacionais.

Os profissionais liberais podem ser autônomos, empregados ou empregadores. Eles são regidos por leis específicas e fiscalizados por Autarquias Federais - mais conhecidas por Conselhos ou Ordens. "Ainda há muita confusão sobre o termo 'profissional liberal'. Temos até dificuldade em sermos reconhecidos como trabalhadores", pontua o 1 ° vice-presidente da CNPL Wilson Wanderlei Vieira, acrescentando que um dos papeis da CNPL é difundir as categorias.

Desde 2009, o presidente da CNPL, Francisco Antônio Feijó, também preside a União Mundial das Profissões Liberais (UMPL). Na Confederação Latino-americana e do Caribe de Associações de Profissionais Universitários (CLAPU), Feijó coordena o comitê executivo, integrado também por outros diretores da CNPL. Junto à Confederação Sindical
Internacional (CSI), a CNPL soma-se à luta contra os efeitos nocivos da globalização para a classe trabalhadora, assim como na Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA).

No executivo brasileiro, o parceiro mais próximo da CNPL é o Ministério do Trabalho e Emprego. "Podemos dizer que todas as questões que dizem respeito aos profissionais liberais são discutidas com a CNPL. A Confederação tem se mostrado muito ativa e atuante e o ministro Carlos Lupi está de portas abertas para receber a direção da entidade. Estamos sempre dispostos a ouvir as reivindicações e contribuir", garante o secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antônio de Medeiros.

Fazer os direitos dos profissionais liberais serem escritos nas linhas da lei também é uma tarefa à qual a CNPL tem se dedicado. E por isso a entidade está cada vez mais próxima do Congresso Nacional. “A participação da CNPL na luta pela formação técnica e acadêmica de qualidade, por salários dignos para seus filiados, pela justiça social e tributária e pelo crescimento econômico sustentável são apenas alguns exemplos da militância exercida no apoio a causas justas e importantes para o desenvolvimento do país", destaca o senador Gerson Camata (PMDB/ES), que, em 2008, lançou a ideia de criar a Frente Parlamentar em Defesa das Profissões Liberais.

O deputado Federal Marco Maia (PT/RS) avalia que a CNPL "mostra muita maturidade política ao buscar uma unidade de ação entre os profissionais de diferentes ramos de atuação, bem como pela iniciativa de colocar em discussão o tema do financiamento sindical". Segundo o parlamentar, que é vice-presidente da Câmara dos Deputados, o seu mandato está "à disposição da CNPL e das entidades filiadas para contribuir com as lutas dos profissionais liberais".

A CNPL também está mais próxima das centrais sindicais, especialmente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) - as únicas entidades brasileiras que, ao lado da CNPL, integram a CSI. "Estamos juntos com a centrais em tudo que diz respeito aos interesses coletivos dos trabalhadores", salienta o vice-presidente da CNPL, Eduardo Bimbi.

Na avaliação de Artur Henrique, presidente da CUT, esse trabalho conjunto tem tudo para angariar benefícios para os profissionais liberais. "Desde 83 a CUT atua com sindicatos de profissionais liberais, vários deles, inclusive, filiados à CNPL. Nós estamos num momento de fortalecer essa relação", ressalta. A opinião de Ricardo Patah, que preside a UGT, reforça a de Artur. "Os profissionais liberais têm acúmulo em áreas como educação e saúde, que são relevantes para toda a população, e nós da UGT valorizamos muito isso".

CNPL MAIS FORTE NO CONTEXTO INTERNACIONAL

Em outubro de 2009, o presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais, Francisco Antônio Feijó, foi eleito presidente da União Mundial das Profissões Liberais (UMPL). Junto a essa tarefa, Feijó acumula, ainda, os cargos de presidente da Confederación Latinoamericana y del Caribe de Asociaciones de Profesionales Universitários (CLAPU). "Essa nova realidade abrirá oportunidades para todos, uma vez que a UMPL tem assento na Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), na Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização Mundial do Comércio (OMC)", ressalta Feijó.

 
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